Fibra Óptica - este texto tem como objectivo divulgar de uma forma simples que tipo de fibras existem, as suas características, constituição, processo de fabrico e aplicações.

FIBRAS ÓPTICAS

Uma fibra óptica é um capilar formado por materiais cristalinos e homogéneos, capazes de guiar um feixe de luz através de um trajecto qualquer. A estrutura básica desses capilares são cilindros concêntricos com determinadas espessuras e com índices de refracção tais que permitam o fenómeno da reflexão interna total. O centro (miolo) da fibra é chamado de núcleo e a região externa é chamada de casca.

Para transmitir dados pela fibra óptica, é necessário um equipamento especial chamado "infoduto", que contém um componente fotoemissor, que pode ser um díodo emissor de luz (LED) ou um díodo laser. O fotoemissor converte sinais eléctricos em pulsos de luz que representam os valores digitais binários (0 e 1).

Os tipos básicos de fibras ópticas são:

Fibra multimodo de índice degrau
Fibra multimodo de índice gradual
Fibra monomodo

[g]FIBRA DE ÍNDICE DEGRAU (STEP INDEX)

Este tipo de fibra foi o primeiro a surgir e é o tipo mais simples. Constitui-se basicamente de um único tipo de vidro para compor o núcleo, ou seja, com índice de refracção constante. O núcleo pode ser feito de vários materiais como plástico ou vidro. E com dimensões que variam de 50 a 400 µm, conforme o tipo de aplicação.

A casca, cuja função básica é de garantir o guiamento da luz, podendo ser feita de vidro ou plástico.

Essas fibras são limitadas quanto à capacidade de transmissão. Possuem atenuação elevada (maior que 5 dB/km) e pequena largura de banda (menor que 30 MHz.km) e são utilizadas em transmissão de dados em curtas distâncias e para iluminação.


FIBRA DE ÍNDICE GRADUAL (GRADED INDEX)

Este tipo de fibra tem o seu núcleo composto por vidros especiais com diferentes valores de índice de refração, os quais têm como objectivo diminuir as diferenças de tempos de propagação da luz no núcleo, devido aos vários caminhos possíveis que a luz pode tomar no interior da fibra, diminuindo a dispersão do impulso e aumentando a largura de banda passante da fibra óptica.

Os materiais tipicamente utilizados no fabrico destas fibras são a sílica pura para a casca e sílica dopada para o núcleo com dimensões típicas de 125 e 50 µm respectivamente. Essas fibras apresentam baixas atenuações (3db/km) e capacidade de transmissão elevadas. São, por esse motivo, empregues em telecomunicações.


FIBRA MONOMODO

Esta fibra, ao contrário das anteriores, é construída de tal forma que apenas o modo fundamental de distribuição eletromagnética (raio axial) é guiado, evitando assim os vários caminhos de propagação da luz dentro do núcleo, consequentemente diminuindo a dispersão do impulso luminoso.

Para que isso ocorra, é necessário que o diâmetro do núcleo seja poucas vezes maior que o comprimento de onda da luz utilizado para a transmissão. As dimensões típicas são 2 a 10 µm para o núcleo e 80 a 125 µm para a casca. Os materiais utilizados para a sua fabricação são sílica e sílica dopada.

São empregues basicamente em telecomunicações, pois possuem baixa atenuação (0,7 dB/km e 0,2 dB/km) e grande largura de banda (10 a 100 GHz.km).


PROPRIEDADES DAS FIBRAS ÓPTICAS

A fibra óptica apresenta certas características particulares, que podemos tratar como vantagens, quando comparadas com os meios de transmissão formados por condutores metálicos, tais como:

- imunidade a ruídos externos e interferências eletromagnéticas em particular, como as causadas por descargas atmosféricas e instalações elétricas;
- imunidade a interferências de frequências de estações de rádio e radar, e impulsos eletromagnéticos causados por explosões nucleares;
- imune a influência do meio ambiente, como por exemplo, a humidade;
- ausência de diafonia;
- grande fiabilidade no que diz respeito ao sigilo das informações transmitidas;
- capacidade de transmissão muito superior à dos meios que utilizam condutores metálicos;
- baixa atenuação, grandes distâncias entre pontos de regeneração;
- cabos de pequenas dimensões (pequeno diâmetro e pequeno peso) o que implica em economia no transporte e instalação.

APLICAÇÕES DAS FIBRAS ÓPTICAS

Redes de telecomunicações
Redes de comunicação viária e ferroviárias
Redes de distribuição de energia elétrica
Redes de transmissão de dados
Redes de distribuição de radiodifusão e televisão
Redes de estúdios, cabos de câmaras de TV
Redes internas industriais
Equipamentos de sistemas militares
Veículos motorizados, aeronaves, navios, instrumentos, etc.

CARACTERÍSTICAS DE TRANSMISSÃO DA FIBRA ÓPTICA

ATENUAÇÃO
ABSORÇÃO
ESPALHAMENTO
DEFORMAÇÕES MECÂNICAS
DISPERSÃO

FABRICO DE FIBRAS DE SÍLICA PURA

Os materiais básicos usados na fabricação de fibras ópticas são sílica pura ou dopada, vidro composto e plástico.
As fibras ópticas fabricadas de sílica pura ou dopadas são as que apresentam as melhores características de transmissão e são as usadas em sistemas de telecomunicações.
Todos os processos de fabricação são complexos e caros.
As fibras ópticas fabricadas de vidro composto e plástico não têm boas características de transmissão (possuem alta atenuação e baixa largura de banda passante) e são empregues em sistemas de telecomunicações de baixa capacidade, em pequenas distâncias e em sistemas de iluminação. Os processos de fabrico destas fibras são simples e baratos se comparados com as fibras de sílica pura ou dopados.


INSTALAÇÃO DE CABOS

Cabos ópticos requerem cuidados especiais para instalação, pois as fibras são materiais frágeis e quebradiços. Deve-se ter em atenção que:
- o cabo não deve sofrer curvaturas acentuadas, o que pode provocar quebra das fibras no seu interior.
- o cabo não deve ser reforçado pelas fibras ou elementos de enchimento adjacentes a elas, mas sim pelos elementos de reforço existentes no cabo (aço).
- não se deve exceder a máxima tensão de esticão especificada para o cabo. Esta deve ser monitorizada, através de uma célula de carga, durante todo o esticamento.
- o cabo deve ser limpo e lubrificado a fim de diminuir o atrito durante o enfiamento do cabo.
- deve-se puxar o cabo com um destorcedor para permitir uma acomodação natural do cabo no interior do ducto ou canalização.


Reparação da Fibra Óptica

Existem dois tipos básicos de emendas que podem ser efetuadas:
- emenda por fusão
- emenda mecânica

EMENDA POR FUSÃO

Neste tipo de emenda a fibra é introduzida numa máquina, chamada máquina de fusão, após o alinhamento apropriado, é submetida a um arco voltaico que eleva a temperatura nas faces das fibras, provocando o derreter das fibras e a sua colagem. O arco voltaico é obtido a partir de uma diferença de potencial aplicada sobre dois elétrodos de metal.
Após a fusão a fibra é revestida por resinas que tem a função de oferecer resistência mecânica à emenda, protegendo-a contra quebras e fracturas. Após a proteção a fibra emendada é acomodada em recipientes chamados caixa de emendas.

Reparação da Fibra Óptica

EMENDA MECÂNICA

Este tipo de emenda é baseado no alinhamento das fibras através de estruturas mecânicas. São dispositivos dotados de travas para que a fibra não se mova no interior da emenda e contém líquidos entre as fibras, chamados líquidos casadores de índice e refração, que tem a função de diminuir as perdas de Fresnel (reflexão). Neste tipo de emenda as fibras também devem ser limpas e clivadas.
Este tipo de emenda é recomendado para aqueles que têm um número reduzido de emendas a realizar, pois o custo desses dispositivos é relativamente barato, além de serem reaproveitáveis.


Fontes Ópticas

Tipos de Fontes Ópticas

Para sistemas ópticos, encontramos dois tipos de fontes ópticas que são frequentemente utilizadas: LED e LASER.
Cada um destes dois tipos de fontes oferecem certas vantagens e desvantagens, e diferenciam-se entre si sob diversos aspectos:

- Potência luminosa: os lasers oferecem maior potência óptica se comparados com os leds.

LED : (-7 a -14dBm)
LASER : (1dBm)

- Largura espectral: os lasers têm largura espectral menor que os leds, o que proporciona menor dispersão material.
- Tipos e velocidades de modulação: os lasers têm velocidade maior que os leds, mas necessitam de circuitos complexos para manter uma boa linearidade.
- Acoplamento com a fibra óptica: o feixe de luz emitido pelo laser é mais concentrado que o emitido pelo led, permitindo uma eficiência de acoplamento maior.
- Variações com temperatura: os lasers são mais sensíveis que os leds à temperatura.
- Vida útil e degradação: os leds têm vida útil maior que os lasers (aproximadamente 10 vezes mais).
- Custos: os lasers são mais caros que os leds, pois a dificuldade de fabrico é maior.


Conclusão

Meio de transporte de dados (voz, sons, textos, imagens).
A fibra óptica é feita de silício, ou de material plástico e os sinais captados numa extremidade chegam à extremidade oposta sem distorção, qualquer que seja a distância.
A capacidade de débito da fibra óptica situa-se próxima dos mil milhões de unidades de informação por segundo.
O que significa que uma fibra do tamanho de um cabelo pode emitir em menos de um segundo todos os números do jornal de Wall Street, desde a sua criação e, simultaneamente, um milhão de estações de televisão.
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# Posted on Sunday, 15 June 2008 at 5:59 PM

Edited on Sunday, 06 July 2008 at 7:50 AM

Neste vídeo poderá ver-se como é fabricada a fibra óptica, usada para telecomunicações, transmissão de dados, voz, etc.

Processo de fabrico da fibra óptica
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# Posted on Sunday, 15 June 2008 at 5:31 PM

Edited on Sunday, 06 July 2008 at 7:42 AM

Comando de Motores

COMANDO DE MOTORES

Incidiremos o nosso estudo sobre o comando de motores assíncronos trifásicos, pelo facto de ser o tipo mais utilizado na indústria.
A ligação do motor à rede ou o corte do circuito do motor, podem ser feitos recorrendo a dois tipos de comando;

- CONTACTO DIRECTO - Por intermédio de um interruptor accionado manualmente. É utilizado só em pequenos motores com arranques e paragens pouco frequentes.

- CONTACTO INDIRECTO - Por intermédio de um contactor.

CONTACTOR – É um aparelho de corte e comando, accionado em geral por meio de um electroíman, concebido para executar elevado numero de manobras.
O accionamento de contactores pode ainda ser feito por meio de dispositivos mecânicos ou pneumáticos.
Um contactor combinado com relês térmicos, possui também características de disjuntor e toma neste caso, o nome de CONTACTOR - DISJUNTOR ou DISCONTACTOR.


CONSTITUIÇÃO DE UM CONTACTOR

1 – ELECTROIMAN

O electroíman é o agente motor do contactor. Compreende essencialmente uma bobine e um circuito magnético.
A sua forma varia em função do tipo de contactor e pode eventualmente diferir segundo a natureza da corrente: alternada ou continua,

1.1 - Bobina
A bobina produz o fluxo magnético necessário a atracção da armadura móvel do electroíman.
As bobinas mais usadas nos contactores são de 24V, 48V, 127V, 190V,230V, e 400V para corrente alternada e 50 Hz e de 24V, 48V, 110V, 125V, 250V e 400V para corrente contínua.

1.2 - Circuito magnético
Se a corrente de alimentação é alternada, a armadura e o núcleo são constituídos pelo empilhamento de chapas de aço macio, com percentagem de silício não muito elevada para que as chapas não se tornem quebradiças.
A armadura possui molas tensoras, as quais permitem fazê-la voltar à posição inicial logo que o circuito de alimentação da bobina seja interrompido.

O poder de corte é garantido pelas molas tensores, sendo no entanto utilizados para grandes intensidades, contactores onde o corte se faz por molas tensores mas possuindo câmaras de extinção do arco eléctrico.
Fixos à armadura, mas isolados electricamente desta, encontram-se os contactos principais e os contactos auxiliares.

2 - CONTACTOS PRINCIPAIS
Os contactos principais estabelecem ou cortam a corrente de alimentação do motor (circuito de Potência). Por conseguinte são dimensionados para permitir a passagem da corrente nominal do contactor em serviço permanente sem aquecimento anormal.

3 - CONTACTOS AUXILIARES
Os contactos auxiliares, intercalados no circuito de alimentação da bobina (circuito de comando), asseguram a auto-alimentação e o encravamento dos contactores assim como a sinalização nos equipamentos de automatismo.

Existem várias versões:

3.1 - CONTACTO DE FECHO - Normalmente aberto (NA)
Aberto com o contactor em repouso; fechado logo que o electroíman está sob tensão.
3.2 - CONTACTO DE ABERTURA - Normalmente fechado (NF)
Fechado com o contactor em repouso; aberto logo que o electroíman está sob tensão.
3.3 - CONTACTO DE ABERTURA E FECHO
Com o contactor em repouso um dos contactos está aberto e o outro fechado. Com o fecho do circuito da bobina, os contactos invertem-se.
3.4 - CONTACTO TEMPORIZADO
Os contactos estabelecem-se ou separam-se num certo tempo depois da abertura ou fecho do contactor que os acciona.

FUNCIONAMENTO DOS CONTACTORES

Se aplicarmos uma d.d,p. aos terminais da bobina, esta é excitada, criando-se um campo magnético que faz com que a armadura seja atraída provocando o fecho dos contactos principais e a abertura ou fecho dos contactos auxiliares conforme a seu tipo. Logo que a d.d.p. deixe de estar aplicada á bobina a armadura volta à sua posição inicial, pela acção de molas tensores, e consequentemente os contactos voltam à posição de repouso.

COMANDO DE CONTACTORES

O comando dos contactores é realizado pela actuação de diversos dispositivos intercalados no circuito de alimentação da bobina, do contactor (circuito de comando).
Os dispositivos de comando, dos contactores, mais utilizados são:
- Botoneiras (botões de pressão)
- Interruptores
- Interruptores horários
- Relés de comando, Relés térmicos e de temporização
- Interruptores fim de curso .
- Pressostatos, etc.

Podemos distinguir dois tipos de comando indirecto:

1 - COMANDO POR IMPULSO OU INSTANTÂNEO - Comando realizado por botoneira

2 - COMANDO POR CONTACTO PERMANENTE - Comando realizado por interruptor

VANTAGENS DO CONTACTOR

O contactor apresenta um grande número de vantagens e permite em particular:
1 - Interromper correntes monofásicas ou polifásicas importantes, actuando sobre um comando auxiliar percorrido por uma corrente de pequena intensidade.
2 - Assegurar perfeitamente tanto um serviço contínuo como um funcionamento intermitente.
3 - Efectuar um comando manual ou automático à distância com condutores de pequena secção, resultando portanto uma redução importante no comprimento dos cabos de potência utilizados.
4 - Multiplicar os postos de comando e colocá-los na proximidade do operador.
5 - Assegurar após uma interrupção momentânea da corrente, a segurança do pessoal contra arranques intempestivos, por meio de um comando por botoneira.
6 - Conceber equipamentos de automatismos simples ou complexos.

PROTECÇÃO DE MOTORES

Os motores deverão ser individualmente protegidos contra sobrecargas e curtos-circuitos, excepto para motores de potência nominal igual ou inferior a 0,75 kW.

PROTECÇÃO CONTRA SOBRECARGAS

A protecção contra sobrecargas dos motores pode ser assegurada por:

- Disjuntores ou contactores disjuntores dotados de relês térmicos ou actuados por dispositivos térmicos incorporados no próprio motor.

- Corta-circuitos fusíveis.

Como os corta-circuitos fusíveis, pelas suas características, apenas protegem contra sobrecargas importantes, não devem ser empregues quando se pretende proteger o motor contra um aquecimento exagerado resultante de uma sobrecarga de pequena intensidade, mas de longa duração, como, por exemplo, quando de uma baixa prolongada na tensão de alimentação ou, para os motores trifásicos, quando da falta de uma fase.
Os aparelhos de protecção contra sobrecargas devem, por outro lado, suportar, sem actuar, as sobreintensidades resultantes de arranques, mesmo sucessivos.
Os aparelhos de protecção contra sobrecargas dos motores deverão, ao actuar, cortar simultaneamente, todos os condutores de fase, podendo ou não cortar o condutor neutro.
Na generalidade, a protecção contra sobrecargas dos motores é assegurada por relês térmicos que podem ser montados separados ou, adaptados aos próprios contactores. Ao conjunto do relê térmico e contactor dá-se o nome de contactor-disjuntor ou discontactor.
O calibre do relê térmico deve ser efectuado para o valor nominal da corrente.


PROTECÇÃO CONTRA CURTOS-CIRCUITOS

A intensidade de funcionamento do aparelho de protecção contra curtos-circuitos não deverá ser superior a quatro vezes a intensidade nominal do motor.
A protecção contra curtos-circuitos dos motores pode ser assegurada por:
- Disjuntores dotados de relés electromagnéticos.
- Corta-circuitos fusíveis.
Os dispositivos de protecção (relés ou fusíveis) dos aparelhos de protecção contra curto-circuitos deverão ser estabelecidos nos condutores de fase.
Os aparelhos de protecção dos motores contra curtos-circuitos quando não forem do tipo fusível, deverão, ao actuar, cortar, simultaneamente, todos os condutores de fase, podendo ou não cortar o condutor neutro.
No caso de motores de potência elevada, recomenda-se, quando a sua protecção for feita por corta-circuitos fusíveis, que a fusão de um deles provoque o disparo do respectivo aparelho de corte.
Para potências cujas correntes de curto-circuito possam ser elevadas a protecção por corta-circuitos fusíveis de alto poder de corte (APC) é a mais indicada, tanto no aspecto técnico como no aspecto económico.
Os dispositivos de protecção contra curtos-circuitos são de actuação rápida, no entanto não devem actuar no momento do arranque.
Além de proteger o motor, o sistema deve proteger os condutores do circuito e os restantes órgãos colocados a jusante, contra possíveis curtos-circuitos. Devido a esse facto, o sistema de protecção deve ser colocado antes do respectivo órgão de manobra.

Normalmente a placa de relés térmicos tem inscrito na sua estrutura as características do corta-circuitos fusível ou do disjuntor electromagnético a montar a montante.
No caso de não existir essa indicação, deve escolher-se o calibre de protecção em função:
- Do relé térmico escolhido, através das curvas características dadas no catálogo do fabricante.
- Da intensidade de funcionamento do aparelho de protecção que não deve ser superior a quatro vezes a intensidade nominal do motor.
- Da secção dos condutores de alimentação.

FONTES DE ALIMENTAÇÃO PARA OS CIRCUITOS DE COMANDO

Nos circuitos eléctricos em que intervenham contactores, existem sempre dois circuitos:

CIRCUITO DE POTÊNCIA OU PRINCIPAL - Destina-se à alimentação dos receptores, sendo a intensidade da corrente que o percorre a pedida pelo receptor.

CIRCUITO DE COMANDO OU AUXILIAR - Constituído pelos diversos dispositivos de comando do contactor, destina-se apenas à alimentação das bobinas dos contactores que fazem parte do circuito.

Seguidamente vamos ver algumas possíveis fontes de alimentação dos circuitos de comando.

LIGAÇÃO DAS FONTES DE COMANDO

A bobina do contactor é ligada entre fases (400V) e protegida pelos fusíveis gerais.

A bobina do contactor é ligada entre fases mas há dois corta-circuitos fusíveis para protecção do circuito de comando.

A bobina é montada entre fase e neutro (230 V) e protegida pelo fusível geral.

A bobina é montada entre fase e neutro mas tem fusível próprio de protecção.

O circuito de comando é alimentado a tensão reduzida (24 V ou 48 V).

O circuito de comando é alimentado a corrente contínua, através de um rectificador de onda completa.


MODOS DE LIGAÇÃO DOS ENROLAMENTOS DO ESTATOR DOS MOTORES ASSINCRONOS TRIFÁSICOS:

Os enrolamentos podem ser ligados em estrela ou triângulo


Caso há, porém, em que existem 12 terminais na placa de ligação. Trata-se de motores que podem ser ligados em rede com tensões diferentes. Para isso os enrolamentos são divididos ao meio.
Um motor destes pode ser ligado às redes cujas tensões compostas sejam 230V e 400V, ligando em paralelo ou em série as metades dos enrolamentos.

Na chapa de características dum motor com estas possibilidades de ligação deverá aparecer a indicação ∆ / ∆ 230V/400V.

PROCESSOS DE ARRANQUE DOS MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICOS

Se ligarmos directamente à rede um motor trifásico, a corrente por ele absorvida no momento do arranque tem uma inten¬sidade várias vezes maior que a intensidade nominal (5 a 10).
Quando o motor tem uma potência elevada e, portanto, uma corrente nominal elevada os valores atingidos pela corrente durante o arranque podem provocar perturbações na rede de alimentação. De facto, este aumento de intensidade de corrente provocará quedas de tensão anormais na rede que irão produzir abaixamentos de tensão nos outros receptores. É pois conveniente atenuar essas perturbações o que se consegue reduzindo tanto quanto possível as intensidades das correntes de arranque dos motores.
Desta forma os regulamentos só autorizam a ligação directa à rede de motores cuja potência não ultrapasse 3 CV.

Tipo arrancador Tipo induzido Potência nominal
Directo Gaiola simples Até 3 CV
Directo Gaiola dupla Até 5 CV
Estrela -Triângulo Gaiola simples Até 7,5 CV
Estrela -Triângulo Gaiola dupla Até 15 CV
Reóstato de arranque,
transformador no estator ou equivalente Acima de 15 CV


Processos que permitem limitar a intensidade da corrente durante o arranque:


1- ARRANQUE POR REDUÇÃO DA TENSÃO APLICADA AO ESTATOR.

Esta redução pode ser conseguida por:

1.1 - Reóstato – (processo anti-económico devido às elevadas perdas Joule no reóstato).

1.2 – Transformador ou auto-transformador com uma ou mais tomadas

1.3 - Arranque estrela - triângulo - (processo normalmente usado)

Este processo de arranque, que só é aplicável nos motores cujo funcionamento normal é em triângulo para reduzir a 1/3 a corrente de arranque, consiste em ligar em estrela os enrolamentos do estator durante o arranque e logo que o motor atinge uma velocidade próxima da velocidade nominal ligam-se os enrolamentos em triângulo.
A utilização deste sistema de arranque só será vantajosa nas seguintes condições:
- Quando o binário de arranque do motor, com os enrolamentos ligados em estrela, for capaz de levar o motor a uma velocidade muito próxima da velocidade a plena carga.
- Se a comutação estrela - triângulo puder ser realizada num tempo muito curto, principalmente se o arranque não for feito com o motor em vazio.

Há vários tipos de arrancadores estrela - triângulo, sendo os mais habituais os de alavanca e os de tambor.

2 - ARRANQUE POR AUMENTO DA RESISTÊNCIA ROTÓRICA

O aumento da resistência rotórica na altura do arranque, origina uma redução do valor da corrente e um aumento do respectivo binário.
Para se introduzir uma resistência no rótor, apenas num determinado período, é evidente que este não pode ser do tipo em curto-circuito. Utilizam-se então motores de rótor bobinado em que as resistências são ligadas através de anéis ou de dispositivos centrífugos.

ARRANQUE ʎ/∆ DE MOTORES TRIFÁSICOS

Se ligarmos directamente à rede um motor trifásico verifica-se que a corrente por ele absorvida no momento do arranque tem uma intensidade várias vezes (5 a 10) maior do que a intensidade nominal.
Estas correntes elevadas dão origem a grandes quedas de tensão na rede o que traz perturbações principalmente aos sistemas de iluminação que a essa mesma rede estejam ligados. É pois conveniente atenuar essas perturbações o que se consegue reduzindo tanto quanto possível as intensidades das correntes de arranque dos motores.
Por essas razões é proibido pelas normas em vigor ligar directamente às redes públicas os motores trifásicos com induzido em gaiola simples e gaiola dupla cujas potências sejam superiores a 3 e 5 CV respectivamente.
Até 7,5 e 15 CV, respectivamente, poderão estes motores ser ligados às redes públicas, utilizando um arrancador estrela triângulo.
Este sistema de arranque, que só é aplicável nos motores cujo funcionamento normal é em ∆, consiste em ligar em estrela os enrolamentos do estator durante o arranque e logo que o motor atinja uma velocidade próxima da velocidade do sincronismo ligam-se os enrolamentos em ʎ ficando o motor a funcionar normalmente.
A finalidade deste sistema de arranque é reduzir a corrente de arranque, o que se consegue durante a ligação em estrela pois a tensão aplicada a cada um dos enrolamentos é reduzida a 1/√3 da tensão aplicada em funcionamento normal.
Por outro lado verifica-se uma diminuição do binário de arranque o que não é vantajoso.


Para melhor compreendermos até que ponto essas modificações se dão, vamos determinar o valor das correntes e dosbinários de arranque nos dois casos: ligação em estrela (ʎ) e ligação em ∆.

Suponhamos, para melhor concretização, que o motor vai ser ligado a uma rede cuja tensão simples é 230 V e consequentemente 400 V entre fases.


1 - Calculo das intensidades no momento do arranque

It = If = Us/Z = 230/Z If = Uc/Z = (Us√3)/Z = (√3x230)/Z

Como I1 = If√3

Teremos, I1= √3 ((√3x220))/Z I1 = (3x230)/Z


Se quisermos relacionar ʎ com ∆ teremos:

I1ʎ / I1∆ = (230/Z) / ((3x230)/Z) = 1/3



2 - Calculo dos binários de arranque

O binário de arranque é aproximadamente proporcional ao quadrado da tensão aplicada a cada enrolamento. Assim sendo K uma constante de proporcionalidade teremos:

Maʎ (binário de arranque) = 2302 x K

Ma∆ (binário de arranque) = Kx4002 = K(√3x230)2 = Kx3x2302


Relacionando-os teremos:

Maʎ/Ma∆ = (2302xK) / (2302x3xK) = 1/3

As expressões 1 e 2 são verdadeiras para quaisquer outras tensões, formando um sistema trifásico equilibrado.

Da análise dessas expressões concluímos:

- Quando se utiliza o arranque em ʎ a intensidade da corrente na linha e o binário de arranque reduzem-se a 1/3 dos valores que essas duas grandezas teriam se o arranque fosse feito em ∆.


Vamos agora estudar em que condições se podem utilizar este sistema de arranque e como e quando se deve passar da ligação em estrela para a ligação em triângulo.

Levemos em consideração os seguintes valores:

Velocidade Valores à plena carga
de Sincronismo Potência Arranque directo Arranque
Velocidade Factor de potência Rendimento Corrente absorvida 400V
Rot/m CV Rot/m cos f % A Ma / Mn I1 / In Ma / Mn I1 / In
1000 10 960 0.84 87 15,3 2,2 5,7 0,7 1,8


Analisando os valores indicados para os arranques directo e em estrela verifica-se que tanto o binário como a intensidade da corrente de arranque são reduzidas, aproximadamente, a um terço. Notar que com a utilização do arranque em estrela a corrente atinge apenas um valor 1,8 vezes o valor nominal (In).

Por outro lado o binário é reduzido a 0,7 vezes o valor nominal (Mn).
A utilização do sistema de arranque ʎ/∆ só será vantajosa se no momento em que se faz a comutação ʎ/∆ a intensidade da corrente absorvida pelo motor pouco exceder o valor nominal.

A intensidade nominal corresponde ao funcionamento do motor a plena carga, em que a sua velocidade é de 96O rot/m.

Cada um dos condutores que alimentam o motor será percorrido por uma corrente com a intensidade de 15,3A, quando o motor funciona a plena carga.

No momento de arranque essa intensidade será no caso do motor ser ligado directamente (ligado em ∆).


I1 = 5,7In = 5,7 x 15,3 = 87,21 A

Se a ligação dos enrolamentos for feita em estrela teremos:

I1 = 1,8 In = 1,8 x 15,3 = 27,54 A

Comparando os valores das intensidades nos dois casos verifica-se a vantagem de fazer o arranque em ʎ.



Quando se liga o motor por meio de comutador estrela triângulo a corrente tem no momento de arranque uma intensidade que é igual a 1,8 vezes a intensidade nominal 27,54A. Á medida que o número de rotações aumenta a intensidade diminui até se atingir o ponto A que corresponde a 9OO rot/m.

Nesta altura realiza-se a mudança da ligação em ʎ para a ligação em ∆ que vamos supor que se faz instantaneamente.

A intensidade sofrerá um aumento brusco, sendo aproximadamente 2,8 vezes a intensidade nominal, valor bastante elevado e capaz de provocar ainda perturbações na rede.

Entretanto a velocidade do motor continua a aumentar e a intensidade a diminuir até se atingir o ponto em que a velocidade será a velocidade a plena carga 960 rot/m e a intensidade terá o valor nominal In, igual a 15,3A para o motor cujo arranque estamos a estudar.
É importante notar que no momento em que se faz a comutação ʎ/∆ o aumento brusco da intensidade é tanto menor quanto mais próxima da velocidade e plena carga estiver a velocidade do motor.


Se tivermos atingido a velocidade a plena carga, 960 rot/m a intensidade da corrente não ultrapassará o valor nominal.

Para que um motor possa arrancar é necessário que o binário de arranque Maʎ seja maior que o binário resistente.

Assim o motor vai aumentando a sua velocidade até ao momento em que os binários motor e resistente sejam iguais. Esta igualdade verifica-se para 900 rot/m. Se mantivermos a ligação em estrela o motor continuará a rodar a essa velocidade mas passando do instantaneamente para a ligação em ∆ o binário motor sofre um impulso tomando um novo valor.

Como agora o binário motor é maior que o binário resistente o motor aumentará a sua velocidade até se dar novamente o equilíbriono.

Certamente já repararam que se tem admitido que a passagem de ʎ para ∆ se faz instantaneamente. Se essa manobra fosse demorada e existisse um binário resistente que sucederia?

Suponhamos, então, que a mudança de ligações se faz a 9OO rot/m. Se demorarmos a manobra, isto é, se demorarmos o período de tempo em que o motor está desligado, devido ao binário resistente a sua velocidade diminuirá por exemplo até 7OO rot/m.


Se somente nessa altura fizermos a ligação em ∆ o valor de intensidade atingirá cerca de 4,2 vezes o valor nominal (64,26A) e, deste modo, não haverá, praticamente, qualquer vantagem em utilizar o sistema de arranque ʎ/ ∆.


Se o arranque for realizado com o motor em vazio, a diminuição de velocidade não será tão grande mas, de qualquer modo, é sempre prejudicial uma manobra demorada.

Para reduzir esse inconveniente constroem-se modernamente arrancadores cujo tempo de manobra é da ordem de 0,01 seg.

Podemos dizer em resumo, que a utilização do sistema que ʎ/∆ só é vantajosa nas seguintes condições:

- Quando o binário de arranque do motor, com os enrolamentos ligados em estrela, for capaz de levar o motor a uma velocidade muita próxima da velocidade a plena carga.
- Se a comutação de estrela para triângulo puder ser realizada num tempo muito curto, principalmente se o arranque, não for feito com o motor em vazio.

Nota: Torna-se a lembrar que este tipo de arranque só pode ser utilizado nos motores cujos enrolamentos estatóricos são ligados em triângulo, em funcionamento normal. Nunca o empregar quando os enrolamentos estiverem calculados para funcionamento em estrela.



LIGAÇÃO DAHLANDER

A BOBINAGEM Dahlander fechada torna possível dispor de um motor de duas velocidades, conforme o modo de ligação dos enrolamentos.



À ligação em triângulo corresponde a velocidade mais baixa, e à ligação em dupla estrela corresponde uma velocidade dupla da primeira.
Esta comutação do número de pólos pode ser feita com um comutador rotativo multicelular ou por intermédio de contactores.

COMUTAÇÃO DE PÓLOS POR CONTACTOR

Para a comutação das duas velocidades são necessários 3 contactores. Um contactor para a velocidade menor e os outros dois para a velocidade mais elevada, endo um para pôr em curto-circuito os terminais U1, V1, W1 e o outro para a ligação a rede da dupla estrela.

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# Posted on Tuesday, 27 May 2008 at 9:46 AM

Edited on Tuesday, 27 May 2008 at 10:46 AM

Motor Eléctrico

Neste vídeo podemos ver como poderemos construir um motor eléctrico de uma forma muito simplista mas eficaz.
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# Posted on Monday, 19 May 2008 at 7:15 PM

Visita à Esc Sec Jácome Ratton

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# Posted on Monday, 19 May 2008 at 6:47 PM